Denotação e Conotação


A conotação e a denotação são as formas como usamos as palavras e os sentidos que elas têm.


Quando usamos uma palavra no sentido literal, ou seja, de acordo com o significado do dicionário, ela é chamada de denotativa. Mas, quando usamos uma palavra no sentido figurado, dizemos que ela é conotativa.


Assim:


Denotação - emprego do sentido real, literal das palavras e expressões, por exemplo: Depois de jogar bola, nós comemos um churrasco.Conotação - emprego do sentido subjetivo, figurado das palavras e expressões, por exemplo: Ele comeu bola na prova de matemática.


Na primeira frase, o termo “bola” está empregado em sentido denotativo, que se refere ao objeto esférico utilizado para jogar futebol, basquete e vôlei.


Já na segunda frase, a expressão “comer bola” está em sentido conotativo, que significa: cometer um erro. Note que não poderíamos utilizar essa expressão no sentido real, uma vez que “comer bola” é algo impensável.


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O que é denotação


A denotação é o uso das palavras no sentido próprio, ou seja, no sentido do dicionário, que chamamos de literal.


Ela é objetiva e precisa. A sua intenção é transmitir uma mensagem que não deixe espaço para outras interpretações.


A linguagem denotativa é a que se manifesta com palavras no sentido denotativo. Assim, é a linguagem usada em notícias e reportagens, bulas de remédios, manuais de instrução e textos científicos.


Exemplos de denotaçãoO homem foi picado por uma cobra.Piolin foi um palhaço muito famoso.Alguém atirou uma pedra na janela.O meu animal preferido é o gato.Acende o fogo!


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O que é conotação


A conotação é o uso das palavras no sentido figurado.


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Ela é subjetiva. A sua intenção é transmitir uma mensagem que deixa espaço para interpretações diferentes, que vão além do sentido que têm no dicionário.


A linguagem conotativa é a que se manifesta com palavras no sentido conotativo. Assim, é a linguagem usada em textos literários (poemas, crônicas, novelas), mensagens publicitárias, charges e tirinhas, história em quadrinhos.


Exemplos de conotaçãoDizem que aquela mulher é uma cobra.Ele não deixa ninguém ficar triste. É um verdadeiro palhaço.Você tem um coração de pedra!Aquele ator é um gato.Essa matéria é fogo.Sentido denotativo e sentido conotativo


O sentido denotativo é o sentido original, que também chamamos de sentido próprio ou literal, que as palavras têm. Muitas vezes, ele é caracterizado pelo sentido do dicionário, ou seja, a primeira acepção da palavra.


O sentido conotativo é o sentido figurado, que é um sentido subjetivo, porque depende do contexto em que é empregado. É muito utilizado na literatura, por exemplo, quando muitas palavras têm forte carga de sensações e sentimentos.


Nos dicionários, depois do sentido denotativo (real) da palavra há o sentido conotativo (figurado), que é apresentado entre parênteses ou colchetes,


Vejamos abaixo o significado da palavra "cachorro" no Dicio - Dicionário Online de Português:


Cachorro

Substantivo masculino

Cão novo; qualquer cão.

[Figurado] Homem desaforado, de mau-caráter ou mau gênio; indivíduo desprezível; canalha.


Exemplos de frases com a palavra cachorro no sentido denotativo e conotativo:


O cachorro da vizinha fugiu essa manhã. (sentido denotativo)Aquele homem é um cachorro. (sentido conotativo)


Nas orações acima, a palavra “cachorro” é utilizada em dois sentidos diferentes: denotativo e conotativo.


Na primeira frase, a palavra “cachorro” está empregado de forma denotativa, ou seja, no sentido real e original do termo: animal.


Já na segunda frase, o termo está no sentido conotativo, uma vez que se refere ao caráter do homem.


Exercícios sobre denotação e conotação


Questão 1 (Enem-2005)


O termo (ou expressão) destacado que está empregado em seu sentido próprio, denotativo, ocorre em


a) “(....)

É de laço e de nó

De gibeira o jiló

Dessa vida, cumprida a sol (....)”

(Renato Teixeira. Romaria. Kuarup Discos. setembro de 1992.)


b) “Protegendo os inocentes

é que Deus, sábio demais,

põe cenários diferentes

nas impressões digitais.”

(Maria N. S. Carvalho. Evangelho da Trova. /s.n.b.)


c) “O dicionário-padrão da língua e os dicionários unilíngues são os tipos mais comuns de dicionários. Em nossos dias, eles se tornaram um objeto de consumo obrigatório para as nações civilizadas e desenvolvidas.”

(Maria T. Camargo Biderman. O dicionário-padrão da língua. Alfa (28), 2743, 1974 Supl.)


d)


e) “Humorismo é a arte de fazer cócegas no raciocínio dos outros. Há duas espécies de humorismo: o trágico e o cômico. O trágico é o que não consegue fazer rir; o cômico é o que é verdadeiramente trágico para se fazer.”

(Leon Eliachar. www.mercadolivre.com.br . acessado em julho de 2005.)


Questão 2 (Fuvest)


O filme Cazuza - O tempo não para me deixou numa espécie de felicidade pensativa. Tento explicar por quê. Cazuza mordeu a vida com todos os dentes. A doença e a morte parecem ter-se vingado de sua paixão exagerada de viver. É impossível sair da sala de cinema sem se perguntar mais uma vez: o que vale mais, a preservação de nossas forças, que garantiria uma vida mais longa, ou a livre procura da máxima intensidade e variedade de experiências? Digo que a pergunta se apresenta “mais uma vez” porque a questão é hoje trivial e, ao mesmo tempo, persecutória. (...) Obedecemos a uma proliferação de regras que são ditadas pelos progressos da prevenção. Ninguém imagina que comer, fumar, tomar pinga, transar sem camisinha e combinar, sei lá, nitratos com Viagra seja uma boa ideia. De fato não é. À primeira vista, parece lógico que concordemos sem hesitação sobre o seguinte: não há ou não deveria haver prazeres que valham um risco de vida ou, simplesmente, que valham o risco de encurtar a vida. De que adiantaria um prazer que, por assim dizer, cortasse o galho sobre o qual estou sentado? Os jovens têm uma razão básica para desconfiar de uma moral prudente e um pouco avara que sugere que escolhamos sempre os tempos suplementares. É que a morte lhes parece distante, uma coisa com a qual a gente se preocupará mais tarde, muito mais tarde. Mas sua vontade de caminhar na corda bamba e sem rede não é apenas a inconsciência de quem pode esquecer que “o tempo não para”. É também (e talvez sobretudo) um questionamento que nos desafia: para disciplinar a experiência, será que temos outras razões que não sejam só a decisão de durar um pouco mais?


(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo)


Considere as seguintes afirmações:


I. Os trechos “mordeu a vida com todos os dentes” e “caminhar na corda bamba e sem rede” podem ser compreendidos tanto no sentido figurado quanto no sentido literal.


II. Na frase “De que adiantaria um prazer que (...) cortasse o galho sobre o qual estou sentado”, o sentido da expressão sublinhada corresponde ao de “se está sentado”.


III. Em “mais uma vez”, no início do terceiro parágrafo, o autor empregou aspas para indicar a precisa retomada de uma expressão do texto.


Está correto o que se afirma em:


a) I, somente

b) I e II, somente

c) II, somente

d) II e III, somente

e) I, II e III


Questão 3 (FGV-2001)


“Minha memória não se desgrudava daquela cena e meu olhar apagava a paisagem ao meu redor.” Escreva a seguir as palavras dessa frase que têm sentido conotativo. Explique.


Continue estudando sobre o tema com mais Exercícios sobre denotação e conotação.




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